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Curso de Bacharelado em Medicina

O curso de Mestrado em Ciência Florestal tem como objetivo a geração de conhecimento e promoção do desenvolvimento de novas tecnologias para a administração eficiente de florestas com vias à utilização do recurso florestal para a obtenção de produtos madeireiros e não-madeireiros a partir de atividades que sejam ambientalmente corretas, socialmente justas e economicamente viáveis.

Especificamente, objetiva fomentar o desenvolvimento da pesquisa para o entendimento detalhado das características intrínsecas das florestas acreanas e de como estas devem ser manejadas. As florestas no estado do Acre apresentam um diferencial em relação as da Amazônia centro-oriental por possuírem áreas abertas com grande ocorrência de bambu (Guadua sp.). A carência de informações técnico-cientificas sobre esse tipo de formação florestal gera dúvidas sobre a sustentabilidade do manejo florestal na região. Paralelo a isso, no estado do Acre os plantios com espécies nativas e exóticas, como a seringueira, paricá, castanheira, eucalipto e teca, estão se tornando cada vez mais comuns. Entretanto, estudos sobre a domesticação e/ou adaptação dessas espécies às condições climáticas, susceptibilidade a pragas, doenças e recomendações de melhores práticas de condução desses povoamentos são escassos no estado.

Desta forma, as pesquisas desenvolvidas criarão bases técnico-científicas sólidas para definir como as florestas devem ser conduzidas para utilizar, de forma sustentável, o máximo potencial madeireiro e não-madeireiro preenchendo, assim, as inúmeras lacunas do conhecimento florestal no estado do Acre oferecendo contribuição científica na Amazônia Ocidental, Boliviana e Peruana, visto que nossa região é de fronteira, com muitos desafios científicos para serem cumpridos e elucidados.

Objetivos

Os principais objetivos do curso de Mestrado em Ciência Florestal são:

a)Formar profissionais com sólido conhecimento científico para atender às demandas do setor florestal, em especial na região Amazônica;

b)Capacitar profissionais para realizar o manejo sustentável de florestas, especialmente no domínio Amazônico;

c)Capacitar profissionais para implementar e conduzir povoamentos florestais com o uso de espécies nativas e exóticas;

d)Formar profissionais com autonomia suficiente para conduzir atividades de ensino, pesquisa e extensão em Ciência Florestal e em áreas correlatas;

e)Incrementar, de forma significativa a produção científica (artigos, congressos, simpósio etc.) acerca das florestas do sudoeste Amazônico;

f)Fortalecer o corpo docente da Engenharia Floresta da UFAC por meio da realização de pesquisas que contribuam para o desenvolvimento regional das florestas do sudoeste Amazônico;

g)Preparar os discentes aos novos desafios impostos pelas mudanças climáticas globais;

h)Dentre outras.

Área de Concentração

Manejo Florestal

Linhas de Pesquisa

Formação de Povoamentos Florestais

Manejo de Florestas Tropicais

Histórico

Durante a reunião do CTC em 16 de dezembro de 2015, a proposta foi aprovada e o curso consolidado no ano seguinte com seleção de discentes em fevereiro e março de 2016 e início das aulas em abril do mesmo ano.

Além do apoio institucional da Universidade Federal do Acre, o curso de Mestrado em Ciência Florestal conta com a cooperação do governo estadual junto à Secretaria de Meio Ambiente do Estado, Fundação de Tecnologia do Estado do Acre - FUNTAC e a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária - EMBRAPA dentre outros órgãos estaduais no Acre. Dessa forma, o mestrado em Ciência Florestal faz parte das ações prioritárias da UFAC e do Governo Estadual, as quais têm como diretriz estratégica a valorização da área florestal para o desenvolvimento sustentável da região.

Cabe ressaltar ainda que o Acre, com uma área total de 164.221 km2, conta com aproximadamente 88% de sua floresta amazônica conservada, a qual, se explorada com inovação e tecnologia adequada, apresenta potencial para gerar emprego e renda para a população local, sem comprometer o futuro deste bioma. As áreas abertas, por sua vez, tem vocação para instalação de silvicultura, uma vez que há ocorrência de áreas de pastagem degradadas com enorme potencial para plantios comerciais de essências florestais, atividade que está sendo fomentada pela política governamental local e faz parte da estratégia de regularização das propriedades rurais através do programa de regularização ambiental (PRA) presente no Cadastro Ambiental Rural (CAR) integrante do novo código florestal brasileiro.

Por outro lado, com relação ao uso de recursos florestais por populações tradicionais, um exemplo típico é a experiência das Reservas Extrativistas presentes no Acre. Esse modelo foi replicado em várias áreas da Amazônia chegando, inclusive, a ser exportada para outros países como a solução para a resolução de conflitos florestais. Vale ressaltar que o Estado do Acre possui cerca de 37% de seu território ocupado por Unidades de Conservação de uso Sustentável e Proteção Integral. Neste contexto, a preparação de profissionais na área de engenharia florestal, em nível de pós-graduação se traduz, atualmente, em um instrumento chave para o processo de desenvolvimento sustentável da região. Além do sucesso da graduação em engenharia florestal, que possibilitou a formação de profissionais na área florestal, a riqueza do domínio amazônico potencializou a demanda pela pós-graduação para aumentar a disponibilidade de profissionais e pesquisadores na área de ciência florestal.