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Evento discute experiências de seringueiros na Reserva Extrativista Chico Mendes

Na ocasião foram lançados dois livros sobre o tema
publicado: 17/07/2018 09h59, última modificação: 17/07/2018 09h59

No ano em que se completa 30 anos da morte do líder ambientalista Chico Mendes, o Programa de Pós Graduação em Agronomia com área de concentração em Produção Vegetal da Universidade Federal do Acre (Ufac) organizou uma programação especial que discutiu preservação ambiental com ênfase na Reserva Extrativista (Resex) Chico Mendes. Participaram do encontro estudantes, pesquisadores, entidades públicas e extrativistas.

A mesa de honra do evento contou com a participação do coordenador do Programa de Pós Graduação em Produção Vegetal, professor Márcio Martins; da vice coordenadora do curso de Engenharia Agronômica e curadora do herbário do Parque Zoobotânico, professora Almecina Balbino; do professor titular da Faculdade de Ciências Agronômicas da Universidade Estadual Paulista (Unesp), Lin Chau Ming e do Diretor de Pós Graduação, Francisco Pinheiro, representando a Reitoria.

“Há 30 anos um líder seringueiro perdia a vida em nome de uma causa. É importante não esquecermos isso. Aproveitar a data para refletir sobre a necessidade de conciliar a vida das pessoas que vivem na floresta e o desenvolvimento com a preservação ambiental”, avaliou Pinheiro na abertura do evento.

Na ocasião foram lançados dois livros: “Experiências Etnobotânicas na Reserva Extrativista Chico Mendes”, organizado pelos professores Lin Chau Ming, Maria Christina Amorozo e Almecina Balbino, que descreve as experiências de estudantes de diferentes regiões do país que puderam vivenciar o cotidiano com seringueiros da Resex Chico Mendes; e “Dentro dos Seringais da Reserva Extrativista Chico Mendes, do ex seringueiro Paulo Silva, conhecido como Gaudêncio, que retrata diferentes momentos do cotidiano da liderança comunitária que se preocupa com o bem estar de seus conterrâneos. 

Natural de Xapuri, Gaudêncio foi compadre de Chico Mendes e há anos carregava o sonho de publicar o próprio livro. "Eu sempre digo. A nossa vida começa na hora que a gente nasce, mas a nossa história, essa só tem início quando a gente escreve. Com 79 anos, graças a Deus, eu tô tendo essa oportunidade", reflete o ex seringueiro que aprendeu a ler e escrever por correspondência. "Eu cortava seringa e com o dinheiro que ganhava pagava meus estudos. As cartilhas vinham de fora. Eu sempre dei muito valor às letras. E por isso ia escrevendo tudo em uns caderninhos", revela o escritor que já prepara material para uma nova obra. "Já tem três cadernos cheios", diverte-se. 

Evento - Memória aos 30 anos da morte de Chico Mendes